quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

NADA PARA 2014


Vejo poucas coisas mais deprimentes do que decisões de fim de ano – na minha opinião (e não pretendo que seja a de mais ninguém) são a marca da nossa incompetência para gerenciar esse pequeno pedaço de vida que nos coube. Dependemos desse esparrame de coragem coletiva do último dia do ano para colocar em movimento as decisões que, com certeza, deveríamos ter tomado antes: parar de fumar, beber, comer, poupar, deixar alguém, conquistar outro alguém, trocar de carro, casa, moto, ser uma pessoa melhor, ser pior... enfim, o dia 31 de dezembro me lembra muito o dia marcado para o caminhão da mudança estacionar na frente de casa...
O complicado é saber que quase toda energia utilizada na elaboração dessas decisões se dissipa antes do décimo dia do mês de janeiro (quem sabe alguém um dia inventa algo para aproveitar a energia dessas decisões para acender ao menos uma lâmpada) – aí começamos o período de espera para aproveitarmos uma nova catarse “decisória” que nos alivia da incompetência de não cumprirmos aquilo a que nos propomos o ano anterior e recarrega para um novo período de espera.
Esse ano farei diferente: desejarei e buscarei. Não esperarei um segundo sequer para aquilo que tenho, quero e posso que fazer. Quero chegar ao fim do ano sem pedidos, desejos.... pretendo em 31/13 ter cumprido aquilo a que me proporia apenas para 2014. Nada de postergar, adiar, esperar... o momento a ser vivido é o hoje e ele não pode e nem deve ser adiado para o ano que vem.
Deixei para marcar essas questões hoje para que não se parecessem com decisões do primeiro dia do ano... até porque já estamos no dia 03 de janeiro... Nossa! Como o tempo passa!

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