Vejo poucas coisas mais
deprimentes do que decisões de fim de ano – na minha opinião (e não pretendo
que seja a de mais ninguém) são a marca da nossa incompetência para gerenciar esse
pequeno pedaço de vida que nos coube. Dependemos desse esparrame de coragem
coletiva do último dia do ano para colocar em movimento as decisões que, com
certeza, deveríamos ter tomado antes: parar de fumar, beber, comer, poupar,
deixar alguém, conquistar outro alguém, trocar de carro, casa, moto, ser uma
pessoa melhor, ser pior... enfim, o dia 31 de dezembro me lembra muito o dia
marcado para o caminhão da mudança estacionar na frente de casa...
O complicado é saber que quase toda
energia utilizada na elaboração dessas decisões se dissipa antes do décimo dia
do mês de janeiro (quem sabe alguém um dia inventa algo para aproveitar a energia
dessas decisões para acender ao menos uma lâmpada) – aí começamos o período de
espera para aproveitarmos uma nova catarse “decisória” que nos alivia da
incompetência de não cumprirmos aquilo a que nos propomos o ano anterior e
recarrega para um novo período de espera.
Esse ano farei diferente:
desejarei e buscarei. Não esperarei um segundo sequer para aquilo que tenho,
quero e posso que fazer. Quero chegar ao fim do ano sem pedidos, desejos....
pretendo em 31/13 ter cumprido aquilo a que me proporia apenas para 2014. Nada
de postergar, adiar, esperar... o momento a ser vivido é o hoje e ele não pode
e nem deve ser adiado para o ano que vem.
Deixei para marcar essas questões
hoje para que não se parecessem com decisões do primeiro dia do ano... até
porque já estamos no dia 03 de janeiro... Nossa! Como o tempo passa!

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